EB1 Nº2 de 
Monchique

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Monchique - localização

A vila de Monchique está situada num monte, da Serra de Monchique, a 455 m de altitude, entre duas montanhas, a Fóia com 902 m e a Picota com 744 m de altitude. Fica a 23 Km de Portimão, a 85 Km de Faro e a 260 de Lisboa e pertence ao distrito de Faro.

O concelho de Monchique tem de área 396 Km, e em 1988 residiam 9608 habitantes e em 1996 estavam 7096 eleitores inscritos.

Actualmente fazem parte deste concelho três freguesias: Monchique, Marmelete e Alferce, mas primitivamente faziam também parte as freguesias da Senhora do Verde e da Mexilhoeira Grande.

ORIGEM – Dificilmente se consegue situar a sua origem no tempo, mas vestígios arqueológicos aqui encontrados provam que esta região foi habitada desde os tempos mais remotos.

MONS CICUS- foi o nome dado a esta região pelos Romanos e do qual deriva o actual.

Seja como for, a região de Monchique cedo despertou um grande interesse em vários povos. A razão principal está presente na sua beleza e riqueza natural, na abundância e qualidade da sua água, na fertilidade do solo, ...

VILA NOVA DE MONCHIQUE – foi a denominação dada a Monchique, quando foi elevada à categoria de vila por Alvará de D. José I de 16 de Janeiro de 1773.

Trabalho realizado por: Ana Teresa, Filipe Gervásio, Catarina Santos, Humberto Nunes, Joana Medronho, 3º ano

Monchique é a terra onde nasci e onde estou a crescer. Monchique fica situado num vale, na encosta da montanha. Ao cimo da serra fica a Fóia, que é bastante bonita, é uma serra muito alta com uma vista muito linda. Para Sul vê-se as praias, para Norte vê-se a serra.

Também temos a Picota que é também uma serra muito alta, mas mais baixa que a Fóia.

A vila de Monchique tem um monumento bastante antigo, é pena estar por restaurar, é um convento muito velho e em muito mau estado de conservação. Se fosse restaurado era um património muito importante para Monchique para atrair mais o turismo.

A vila de Monchique não é só serra, mas é muito verde, tem um ar muito puro e muito fresco.

João Paulo, 3º ano

Monchique é um dos 16 concelhos do Algarve. Está situado na parte noroeste do Algarve.
À sua volta tem os concelhos de Aljezur, Lagos, Portimão, Silves e Odemira (Alentejo).

Em tamanho Monchique é o 5º concelho do Algarve.

O maior é Loulé, depois Silves, Tavira, Alcoutim e a seguir Monchique.

O concelho de Monchique tem 3 freguesias: Monchique, Marmelete e Alferce.

O Concelho de Monchique entra na história com a presença dos romanos nas Caldas de Monchique, atraídos pelo poder curativo das suas águas.

Nos séculos seguintes a serra foi-se povoando lentamente e, no séc. XVI, Monchique era já suficientemente importante para merecer a visita do rei D. Sebastião (1554-1578) e este ter pretendido conceder-lhe o estatuto de vila.

A tecelagem da lã e do linho - os sólidos, os solavecos, os sorianos e as estopas dos tempos antigos - entre outras actividades, como as relacionadas com a madeira de castanho, contribuíram para a prosperidade e desenvolvimento de Monchique de tal forma que em 1773, foi promovido a vila.

As alterações económicas provenientes da industrialização significaram a perda da actividade têxtil e de outras manufacturas. Hoje, Monchique, é uma vila airosa, virada para o turismo, com um artesanato activo e uma economia diversificada.

 

Locais de interesse histórico e artístico

Igreja Matriz

Edificada nos sécs. XV/XVI, sofreu reconstrução em consequência do terramoto de 1755.
Pórtico principal manuelino, decorado com cogulos nos cinco ângulos e máscaras nos intercolúnios. Os portais laterais, mais simples, são do mesmo período.

O interior tem 3 naves. Os capitéis das colunas, formados por cordões torcidos, repetem o tema decorativo do portal principal. Na capela-mor o retábulo de talha dourada (séc. XVIII) têm a originalidade de apresentar, no arco, dois anjos segurando a lua e o sol enquanto dois curiosos atlantes suportam todo o conjunto. A imagem da Nossa Senhora da Conceição é atribuída ao escultor Machado de Castro. 

 

Igreja de S. Sebastião

De exterior modesto, guarda uma imagem impregnada de tristeza de Nossa Senhora do Desterro, boa obra de escultura do séc. XVII, proveniente do antigo convento franciscano.

Convento de Nossa Senhora do Desterro

O mosteiro de Nossa Senhora do Desterro, melhor conhecido por convento, foi fundado em 1631 por Pero Silva.

Diz a lenda que este convento foi construído como agradecimento de dois navegadores que se achavam em perigo, no alto mar.

Eles prometeram construir uma igreja no lugar de terra de Portugal que primeiro avistassem.

O terramoto de 1755 danificou severamente este convento franciscano.

Hoje é uma ruína com algum encanto, rodeado de arvoredo, de que se avista um magnífico panorama de Monchique e das serranias em volta.

 

 

OS ESCRITORES DE MONCHIQUE

JOSÉ ANTÓNIO GUERREIRO GASCON - nasceu em Monchique a 26 de fevereiro de e morreu a 4 de Maio de 1950, era de origem espanhola.
Cedo se interessou por saber coisas da sua terra natal e deu continuidade aos estudos e recolhas sobre a história, o património e as tradições de Monchique, já iniciadas pelo seu avô, Dr. D. José Gascon ( 1813- 1877 ).
É autor de " Subsídios para a Monografia de Monchique ", um livro indispensável para o conhecimento do nosso concelho. Esta obra foi editada em 1955, já depois da sua morte.
Foi também colaborador de vários jornais e revistas e mestre da Filarmónica Monchiquense.
Exerceu funções na Câmara Municipal, foi tesoureiro da Fazenda Pública e secretário da Misericórdia.
Em 1993 a Câmara Municipal de Monchique fez uma reedição desta obra de grande interesse cultural para todos os monchiqueiros.

Trabalho realizado por:
Luís Carreiras e André Costa
3º Ano Escola Nº 2 de Monchique


MANUEL DE NASCIMENTO CORREIA- nasceu em Monchique a 27 de Dezembro de 1912 e faleceu em 1966. Era engenheiro de minas e foi devido a uma doença pulmonar que o impediu de trabalhar que começou a sua actividade como escritor.
Entre os vários livros que escreveu destacam-se: " O Aço Mudou de Têmpera ", que nos fala do Alferce durante a 2ª Guerra Mundial, " Eu Queria Viver " e " Mineiros " em 1944, " Agonia " em 1954 e " O Último Espectáculo " em 1955. Como jornalista colaborou no " Primeiro de Janeiro ".

Trabalho realizado por :
Pedro Alexandre e João Carlos
3º Ano Escola Nº 2 de Monchique


ANTÓNIO DA SIVA CARRIÇO - nasceu a 10 de Maio de 1930 em Monchique, onde reside.
Frequentou ao Colégio de Santa Catarina, em Monchique, a Escola Luís de Camões e o Liceu D. João de Castro, em Lisboa, onde também cumpriu o serviço militar e trabalhou nos Serviços de Estudo do Instituto Nacional de Estatística.
Regressou a Monchique como funcionário da Câmara Municipal, dirigente de várias associações juvenis e em 1961 ficou responsável pela Biblioteca Fixa da Fundação Calouste Gulbenkian, lugar que ainda hoje desempenha.
Aos 16 anos era correspondente do jornal Novidades e, a seguir, de O Século e de O Diário de Lisboa.
Em 1985 surgiu o Jornal de Monchique, que conta com a sua colaboração desde o primeiro número, e de que é actual sub-director, redactor e cronista.
Publicou em Dezembro de 1995 o 1º livro " Memória das Coisas " prefaciado pelo Professor Joaquim Magalhães que diz Ter-lhe aparecido o autor " como uma enorme surpresa de talento literário invejável ", em Dezembro de 1997 lança " O sabor da Vida " com prefácio do escritor João de Melo, que reconhece estar " perante um cronista deveras singular ".
Em 1996 foi-lhe atribuído o 2º Prémio de Comunicação Social da Região de turismo do Algarve- Imprensa Nacional, em 1997 é distinguido com o Prémio Especial Verde Minho pelo Clube de Jornalistas de Braga e em Maio de 1998 é convidado a participar no 1º Encontro Regional de Professores de Português com escritores Algarvios, em Faro.

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